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Localizada na Serra Branca, na cidade de
Botumirim a 172 km de Montes Claros, e formada pelas águas escuras do Córrego do Mosquito,
a Cachoeira do Bananal com seus 210 metros de queda, é tida como a segunda
maior do estado de Minas Gerais. Na época das chuvas seu volume de água
dificulta o acesso até sua base, mas a partir de Abril o volume diminue,
facilitando o caminho até o posso que forma aos pés desse presente da natureza.
A
primeira enfiada, conquistada por Magnuns, transcorre sem
muita dificuldade, deve-se sair em oposição na fenda até a agarra perto do Pê,
um friend grande na fenda ajuda a diminuir o estresse do lance, após passar o Pê pegue
a esquerda e siga a fenda, até próximo Pê, entre na chaminé estreita e saia à esquerda até
a parada no platô. O tipo de rocha do local e o
arenito e o quartzito, e como todo conquistador sabe o quartzito e duro de furar,
uma das talhadeiras ficou cega com apenas quatro furos e demorávamos em média 45
minutos para cada buraco. Quando chegamos no início da chaminé, achamos que
faríamos o cume no segundo dia de escalada, nos enganamos, chegamos na quarta
parada por volta das 18:00 hs, e devido à dificuldade do rapel optamos em
bivacar nos platôs da terceira e quarta parada, e como Murphy e suas leis só
existem para nos atazanar, a água também acabou. Imagine o que é dormir com
sede e a água caindo a dez metros de você! Isso mexeu com os nervos da equipe.
Mas como a paixão pelas montanhas é um sentimento incomensurável, superamos e
voltaremos lá de novo e conquistar outra via, com ou sem água. A maior parte da via fica na
sombra. Uma dupla bem entrosada ou um trio rápido pode repetir a via entre 04 a
seis horas de escalada.
Se você tiver um Camalot 4 ou 5, leve-o, lhe será muito útil na segunda
enfiada. A Deus por permitir nossa
conquista, nossas esposas e filhos pela paciência, à Metalúrgica WM pelas
brocas e pês - valeu Walmir, ao Pedrinho da Adrena pela atenção e o precinho
camarada da corda, ao IGS pelas fotos e informações, a Dany, Jairo e Renato por nos
guiar até o local, a todos os nossos amigos que torceram por nós e a você que
dedicou seu tempo para ler nossa história.
A segunda enfiada, conquistada por Hélio Jr, é o crux da via, siga pela chaminé
e procure as fendas mais sólidas, não economize nas peças grandes e médias,
leve todas e guarde seu maior friend para proteger o último lance da enfiada.
As técnicas de chaminé e entalamento de corpo são exigidas ao máximo, haverá
momentos em você deve sair um pouco da chaminé para passar lances estreitos, há
poucas agarras neste trecho. Quando atingir um pequeno platô dentro da chaminé,
haverá mais um lance meio externo, proteja bem esta passagem, será a proteção
mais sólida dos próximos metros, volte para dentro da fenda e vá em direção de
um bloco que fecha a fenda, se tiver uma camalot 4 ou maior use-o no canto da
chaminé, vá em direção a um bloco que fecha a fenda, na base cabe um hexentric
e um friend, contorne o bloco e você verá dois Pês bem expostos, a talhadeira
ficou cega e tivemos fazer a parada mista, utilizando os móveis. Há necessidade
de trocar os Pês, pois durante o rapel colocamos uma chapeleta no platô, para
aumentar a segurança.
A terceira enfiada, conquistada por Robson, sai do platô e segue por um sistema
de fendas, peças pequenas e médias fazem proteção deste lance. Siga em direção
a um platô de mato à direita, o crux da passagem e subir um trecho em chaminé
bem aberto, necessitando de um pouco de flexibilidade, guarde um friend pequeno
para proteger este lance no início da chaminé, depois deste lance, chega-se ao
platô da terceira parada em chapeleta, que deve ser duplicada.
A quarta enfiada, conquistada por mim, volta para dentro da chaminé que vai se
tornando estreita e meio negativa te jogando para fora, peças médias e pequenas
protegem este lance. Quando sair da chaminé cuidado com as pedras soltas e
pedaços de pau, siga até o platô e verá o Pê da quarta parada, que também deve
ser duplicada. A quinta enfiada, conquistada por Hélio Jr, deve-se sair pela
direita e seguir pela rampa de mato até uma árvore um trinta metros acima, não
foi colocada nenhuma proteção neste trecho.
Se você quiser atingir o topo da cachoeira, siga pelo platô de mato até
contornar a rocha e você saíra na campina, volte a esquerda. Do topo da
cachoeira dá para rapelar até a quarta enfiada, mas se você quiser curtir uma
boa caminhada, volte pela campina até a cidade.
Roubadas
Dicas
O carro pode ser deixado a cerca de uma hora de caminhada da via, e deve-se
seguir pelo leito do rio até a base, existe um trilha que não achamos, que
evita o leito do rio e também leva a base. Procure ir de julho em diante devido
ao grande volume de água na cachoeira, que provavelmente molha a maior parte da
via.
Se quiser evitar o rapel, pode-se dar a volta pela campina e sair na cidade,
são mais ou menos duas horas de caminhada, mas é ideal ter um guia local caso
não conheça a região, outra opçaõ é descer mais à frente pelo mato, só que não há trilha,
o terreno e íngreme e a mata e bem fechada. Já estamos preparando uma nova
conquista por fora da chaminé, o que vai aumentar as opções de escalada e
melhorar o rapel, alguém se habilita ?? Há água o ano inteiro na cachoeira e há
duas nascentes onde se deixa o carro. É interessante que se vá com alguém que
conheça o local para ganhar tempo, companhia e o que não vai faltar.
Equipamentos
Agradecimentos
Que a paz das montanhas esteja com vocês.
Jober Rivelino, Magnuns Leandro, Hélio Jr e Robson Joel.
Se você tem uma conquista? Mande
um e-mail para jober@uai.com.br com o assunto Escaladamoc.4>